Suzaninha
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Rampas para quê?
Bem, faz muito tempo que não escrevo sobre pessoas com deficiência que deixei um pouco de lado, porque pelo simples fato de está completamente desiludido com os movimentos que “deveriam” cuidar das pessoas com deficiência. O motivo é bem simples, muitos desses “movimentos” não estão vendo o “apartheid” dentro de nossa sociedade com pessoas como nós, apenas não podemos ter mobilidade como as outras pessoas, mas que pela estrutura genética, somos seres humanos. Ora, agora me perguntem o que vejo dentro desses movimentos? Em primeiro analisamos, toda pessoa com deficiência tem sua limitação, ou não consegue subir na calçada, não consegue subir para o ônibus (diga de passagem, até mesmo os adaptados), mas como vi, não é exagero, “meu” problema é muito mais importante do que do colega do lado. Isso não vi só dentro desses “movimentos”, vi lá quando fui para Brasília na primeira conferencia sobre a juventude, pois nem chamavam de dificuldade, era “problema” mesmo.
Segundo, mais importante é analisarmos porque que autores vem desenvolvendo artigos sobre pessoas com deficiência e tem usado “apartheid” dentro de seus artigos, cuja seu significado entra muito bem para definir o que vivemos. Terminologicamente, essa palavra tem origem sul africana que significa “vida separada”, foi muito empregada dentro da política daquele país para separar os negros dos brancos. No nosso caso essa palavra cai muito bem, pois por vários anos e estudos, venho observando que a pessoa com deficiência se sente separada da sociedade, e por muito tempo, agregada a pessoas que não tem vontades ou desejos. Numa empresa, não podemos preencher cargos elevados, não podemos ser administradores, executivos, mesmo se temos diploma. No maximo, temos que nos contentar em preencher cargos de telemarketing, caixas de atendimento e por ai vai. Isso não seria uma “apartheid” dentro de nossa sociedade? Não é uma vida simplesmente a parte da sociedade vigente que se diz liberal e cristã? Pois é, por mais que usamos terminologias corretas, por mais que construímos rampas e acessos, existe o preconceito e a falta de informação para nos proteger.
As leis estão ai para ser usadas quando for possível, essas leis servem para proteger um setor ou uma sociedade, leis que põe todos em pé de igualdade. Mas onde está esta igualdade que tanto dizem num regime democrático? Vamos explorar filologicamente as palavras “igualdade” e “democracia”, porque é muito importante saber as terminologias do nosso cotidiano, muitas palavras nem sabemos porque existem. Segundo o dicionário Michaelis online, a palavra “igualdade”: “sf (lat aequalitate) Qualidade daquilo que é igual; uniformidade.”, tudo que deva ser igual deve ser em termos de igualdade, uma lei ou uma resolução, deve tratar todos os seus membros em igualdade. Esse termo usado agora (era pós-modernidade), foi copiado graças aos pensadores do iluminismo que pensavam que uma nação justa seria de valia temos dentro das leis vigentes, igualdade perante todos, assim, acabando com os “escolhidos”. O termo “democracia” é totalmente grego, quer dizer (demo= povo, kratos=autoridade), ou seja, a autoridade do povo ou governo do povo, em termos mais gerais, a polis tem que ter o governo do povo que é regido, pelo menos em teoria, pelas leis que o próprio povo; isso daria um “ar” de igualdade perante todos, porque um não seria mais do que os outros. Digo em teoria, porque em nenhum lugar que se diz ter um governo democrático, o povo rege e escolhe suas leis, porque tem os “representantes” do povo. Essas leis beneficiam o povo em certos momentos, em certas coisas, o próprio povo não compreende o termo de “igualdade”.
Mas hoje existe dentro dos Estados (Nações), realmente igualdade de direito? Não no termo mais puro, pois os cidadãos dentro da polis (sociedade/estado) exige que sua idealização de mundo prevaleça. Cidadão, pelo menos do Brasil, antes de 1950 pôs aqui a “lei do Gerson”, ou seja, se eu não levar vantagem então não vale a pena, mas uma nação que todos querem vantagens ninguém a tem; como também quando todos mandam ninguém manda, ou seja, ninguém se entende com milhões de vozes. A democracia em si mesma é o melhor regime, mas o que acontece é que igualdade não é bagunça, não se pode estabelecer regras sem ter ordem e é uns dos ideais iluministas dentro de nossa bandeira é “ordem e progresso”. Numa sociedade onde não tenha “ordem” não existirá “progresso”, essa “ordem” só pode ser estabelecida dentro das leis vigentes e essas só podem ser usadas e idealizadas pelo povo. Mas, e quando o próprio povo não é igualitário ao ponto de dar chance para todos, quando rotula alguns cidadãos que não tem ou fazem iguais suas idéias ou tem a aparência “comum”? Uma nação que não tem cidadãos democráticos não pode conter igualdade e assim, não pode ser chamados de tal modo. É o que acontece com as pessoas com deficiência, não existe igualdade diante da própria sociedade vigente, por causa da própria família que o a descrimina.
Isso me lembra das três palavras básicas da revolução Francesa que eram “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, cuja o lema consiste em que sem a liberdade não podemos exercer o que nossa natureza de espírito exerce e não haverá igualdade para com os outros, esse convívio gerará por natureza, a fraternidade onde todos convivem em pé dessa igualdade. Na verdade, fraternidade é quase sinônimo de igualdade que os cristãos reafirmam com a frase máxima: “não faça com o outro o que não querem que façam com a ti”, ou seja, como podemos agir com preconceito e desrespeito com opiniões alheias se não somos respeitados também? Então podemos dizer que fazemos igual padre, faça o que eu digo, mas não façam o que eu faço; várias vezes podem apontar o dedo para o outro com o outro apontando para si mesmo. A fraternidade é um convívio entre irmão, entre seres que vieram e tem a mesma origem, que fazem a mesma sociedade. Essa mesma que “exclui” as pessoas que não tem a mesma aparência ou que não tem o mesmo conceito, então, não posso conceber que são pessoas democráticas porque não abrem mão de seus conceitos para o bem – estar da maioria.
Não podemos nos gabar de ter evoluído tanto do mundo antigo que se matavam pessoas como nós, como em Esparta que se matavam os “defeituosos” ou em Atenas que o patriarca da família poderia matar um filho nessas condições. Não podemos dizer que as condições são melhores do que agora de que antigamente, que mesmo com a tolerância cristã, podemos ter uma vida muito mais digna de respeito. Aliás, muitos que acreditam que o comunismo é o melhor regime não têm em sua conduta o “respeito”, porque “achar” que uma parcela de cidadãos tem o direito mais do que a outra é pura canalhice de invejoso. Querer que uma parcela sobreponha a outra é anti-fraterno porque não está se propondo a igualdade, pois o problema não é fazer o rico ficar pobre e sim fazer com que a maioria viva mais dignamente e fraternizar a sociedade.
As pessoas com deficiência não vão se “incluir” na sociedade se a família começar a idealizar que ele não pode fazer isso, não pode ver aquilo, não pode ter aquilo outro é “excluir” a capacidade do ser humano da adaptação ambiental. Immanuel Kant, filosofo iluminista, dizia que o ser humano aprende a virtude no colo de sua mãe, ou seja, não é a educação escolar que faz um ser humano. Se qualquer criança põe apelido nos defeitos dos outros, isso é devido da suposta virtude que se aprendeu em sua casa, no colo de sua mãe ou o exemplo do pai. Ora, todo cidadão que tenha a virtude é um ser humano justo por natureza, ou seja, para ele o termo “justiça” é a priori. Todo conceito levado ao exemplo pela educação e a demonstração, não será preciso levar ao ensino da mesma, porque a convivência fará não ser preciso a experiência. Um ser humano preconceituoso teve seu exemplo em sua casa, como um ser humano corrupto e por ai vai, pois o exemplo é a maior virtude a ser ensinada a um filho.
Como um ser humano que explora o outro ser humano que não pode se defender e exclui também, pode exigir do governo que supostamente é do povo, que não exclua e não explore a ele? Como podemos proibi alguém de ir e vir e exigir do governo que proíbe até de nós argumentarmos, de ter esse direito? Por isso que sempre digo que o problema “maior” não é rampas ou acessos, porque isso é o mínimo que estabelecimentos civilizados podem nos garantir, mas é muito mais complexo do que isso e vai até a própria família da pessoa com deficiência. Como posso exigir aquilo que não faço? Não posso exigir da sociedade aquilo que não fazemos, pois exigimos sempre aquilo que sabemos que sempre não faremos. Isso com toda certeza, chama demagogia.
O que fazem os movimentos? O problema maior é ainda a união entre as pessoas com deficiência, porque se olhamos muito nosso próprio “umbigo” e pouco o do outro, não podemos nos unir. Por que será que os movimentos de negros ou de mulheres ou de qualquer setor desses, conseguem tudo que reivindicam? Porque eles entram em maior consenso e fazem disso a pratica, se houver preconceito “processa”, se houver cárcere denuncia, usam a lei como deve ser feito. Por muito tempo acredito que se o segmento não faz suas leis “emergirem” para melhor ajudar, então para quê queremos “movimentos” que não movimentam, usam o dinheiro do Estado para “passeios” ou terapias ocupacionais sem propósitos? Fazer reuniões para resolver se a reunião vai acontecer é jogar uma proposta fora, é levar um movimento a inócua existência que não podemos dizer se é ou não um. Aliás, movimento já está contida o termo movimentar, que deve ser exigido como terminologicamente cabível.
Então se não há união e se não há virtude dentro de nossa sociedade, não podemos analisar nada por meios ideológicos ou mágicos, como curas milagrosas ou conceitos que só vamos ser felizes “perfeitos”. Isso é uma idéia nazista que difundiram seu governo a “morte” digna como meio de parar nosso sofrimento, por não sermos perfeitos não podemos ser felizes; mas quantas pessoas ditas perfeitas são infelizes porque tem que usar a beleza ou o dinheiro para ter um pouco de atenção, ou são frustradas porque não foram dignas de um amor verdadeiro ou paz de espírito? O próprio Adolf Hitler era um sujeito frustrado porque não foi aprovado como pintor, mesmo assim pintava e nunca ter sido um oficial, que o levou a procurar culpados. Como disse Sartre, o inferno sempre é feito pelos outros e não por nós, culpamos sempre o outro pelos nossos próprios fracassos.
Portanto, podemos ter inúmeros “movimentos” para lutar a favor das pessoas com deficiência, mas o núcleo da luta está na pessoa com deficiência; sua própria família deveria ser doutrinada, deveria ser esclarecida para melhor “incluir”. Incluir é ter certeza da igualdade e essa igualdade é a melhor maneira para a luta para a pessoa com deficiência.
Amauri Nolasco Sanches Jr
(Escritor/filosofo)
quinta-feira, 29 de maio de 2008
advogada em São Paulo

advogada em São Paulo
Flávia Silva receberá a carteirinha da OAB nesta quinta-feira.
Ela tem limitações de fala e coordenação motora e usa cadeira de rodas.
Luísa Brito Do G1, em São Paulo entre em contato
ALTERA O
TAMANHO DA LETRA
A-
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Foto: Arquivo pessoal
Arquivo pessoal
Flávia Silva em sua colação de grau (Foto: Arquivo pessoal)
Em uma cadeiras de rodas, com limitações de coordenação motora e dificuldades para falar, a bacharel em direito Flávia Cristiane Fuga e Silva, de 26 anos, vai receber sua carteira de advogada nesta quinta-feira (29) e será a primeira defensora com paralisia cerebral do estado de São Paulo.
Ela foi aprovada no exame 133 da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB – SP) e com o registro na ordem pode atuar como defensora em qualquer lugar do país. Flávia mora em São José dos Campos, a 91 km de São Paulo. Como o resultado do exame já foi divulgado, ela já possui o registro na OAB-SP, de número 269.203.
Mesmo com as dificuldades que enfrenta, ela foi aprovada num exame no qual 84,1% dos 17.871 inscritos não atingiram a pontuação necessária para passar. Como digita num teclado virtual e só usa a mão esquerda, a bacharel teve oito horas para fazer a segunda fase do exame, segundo a OAB, ao contrário dos colegas que possuem apenas cinco. Muitas amigas da mesma classe dela ainda não conseguiram passar na prova.
Flávia escolheu fazer o curso de direito por influência do pai, Eliezer Gomes da Silva, que é advogado e também porque queria defender seus direitos como portadora de deficiência. “Queria brigar pelo direito das pessoas portadoras de necessidades especiais que são tolhidas pela sociedade”, disse ela, por intermédio de seu pai, que ajudou na entrevista ao G1, por telefone.
A advogada afirmou também que ficou feliz ao saber que havia passado no exame, mas já esperava o resultado por ter estudado bastante. Ela cursou faculdade na Universidade do Vale do Paraíba (Univap) entre 2001 e 2005 e conseguiu concluir o curso no tempo normal.
Faculdade
Como não tinha condições de anotar o que o professor dizia nas aulas, Flávia prestava atenção. Depois tirava cópia do que as colegas anotavam e estudava em casa. “Ela sempre tirou nota boa, sempre acima de sete, sabíamos que ela conseguiria passar na OAB”, disse Silva.
Indisponivel
Indisponivel
Flávia na formatura com sua mãe, sua irmã, seu pai e um professor da faculdade (Arquivo pessoal)
Na hora da prova, segundo seu pai, os professores faziam um exame de múltipla escolha para ela poder responder mais facilmente, já que só era necessário apontar a resposta correta. Como não tem coordenação motora para usar a caneta, Flávia contava com a ajuda de alguém da família que ia até a faculdade nos dias de prova.
Flávia já trabalha junto com o pai, no escritório dele, fazendo peças jurídicas em casos de direito de família. Ela gosta mais da área de direito penal, mas desistiu segundo conta Silva, pois seria inviável trabalhar na área devido a necessidade de locomoção constante, para ir a delegacias e presídios e também porque exige que o advogado fale mais, inclusive diante de um júri.
A advogada é totalmente dependente para se locomover, comer, tomar banho, entre outras coisas. A família conta que sempre lutou pelos direitos da filha e, junto com outros pais de São José dos Campos, conseguiu que a rede pública criasse uma escola para os portadores de deficiência. Uma vez a cada seis meses, a advogada vai ao Hospital Sarah Kubitschek, em Brasília, para fazer tratamento.
A moça começou a estudar com sete anos de idade e nas primeiras quatro séries sentiu dificuldades e teve de fazer o período de quatro anos em sete. Depois, pegou o ritmo e conseguiu concluir o ensino médio com 21 anos.
Aceitação
Apesar das dificuldades, ela procura manter uma vida social ativa saindo com as colegas para o cinema, teatro e shopping. Quando o programa envolve restaurante, a mãe vai junto para ajudar a filha.
“No início ela tinha dificuldade de se aceitar, mas quando foi conhecendo pessoas como ela, teve força de vontade e conseguiu suplantar os problemas”, conta o pai. “Hoje em dia ela é uma moça muito contente, alegre e está sempre rindo. Tem várias amigas e até as ajuda com trabalhos jurídicos”, acrescenta.
Além do direito, Flávia também dedica seu tempo a um curso de pintura e até já expôs seus quadros no Fórum Trabalhista de São José dos Campos, em fevereiro deste ano.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
ENFIM .....APROVADA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
iNFOATIVO DEFNET N° 4008 - ANO 12 - Maio DE 2008
EDIÇÃO EXTRA - URGENTE Editor responsável - Dr. Jorge Márcio Pereira de Andrade (Cremesp 103282) -www.defnet.org.br retransmite e solicita difusão na Internet - Campinas, SP - 13/05/2008
EDIÇÃO EXTRA - URGENTE Editor responsável - Dr. Jorge Márcio Pereira de Andrade (Cremesp 103282) -www.defnet.org.br retransmite e solicita difusão na Internet - Campinas, SP - 13/05/2008
EDIÇÃO EXTRA - URGENTE
Editor responsável - Dr. Jorge Márcio Pereira de Andrade (Cremesp 103282) -www.defnet.org.br
retransmite e solicita difusão na Internet - Campinas, SP - 13/05/2008
FOI APROVADO O PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO 563/08 NA CÂMARA DOS DEPUTADOS HOJE, DIA 13 DE MAIO DE 2008, POR 418 VOTOS A FAVOR, COM APENAS 11 ABSTENÇÕES, DA RATIFICAÇÃO DA CONVENÇÃO INTERNACIONAL SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E SEU PROTOLOCO FACULTATIVO, DO QUAL O BRASIL É SIGNATÁRIO. 22H11 - parabéns a todos os militantes de DIREITOS HUMANOS que se mobilizaram na sociedade civil e as consciências políticas de nossos representantes para esta primeira passagem a uma afirmação dos direitos já consagrados por mais de 110 países, que passam a ter característica de emenda constitucional e reconhecimento de seu caráter vinculante. FOI AFIRMADA HOJE A VISIBILIDADE DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA JUNTO AOS NOSSOS REPRESENTANTES LEGISLATIVOS, ABRINDO ESPAÇO PARA UMA REAL BUSCA DE IMPLEMENTAÇÃO DAS LEIS JÁ EXISTENTES NA DEFESA DA DIGNIDADE E DA CIDADANIA DE TODAS AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA . A todos e todas cidadãos e cidadãs com deficiência o meu sincero desejo de seu emponderamento e politização ativa a partir desta experiência de hoje...
Vamos agora refletir e analisar o projeto de lei do ESTATUTO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA, reforçando a afirmação do Relator sobre a incorporação (ipsis literis) da Convenção Internacional no texto deste projeto que tantas questões e entraves já apresentou em sua evolução legislativa.
Com um desejo de muitas evoluções micro e macropolíticas para que no futuro estas afirmações acima possam ser repetidas ao infinito em nossa luta pela equiparação de direitos e oportunidades para todas as condições humanas onde houver violação de seus Direitos Humanos.
Dr. Jorge Márcio Pereira de Andrade DEFNET - Campinas, 13/05/2008 (Salve o Almirante Negro...)
Câmara vota texto sobre direito da pessoa com deficiência
O Plenário começou a votação nominal da Mensagem 711/07, do Poder Executivo, que submete ao Congresso o texto da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, assinado em Nova Iorque (EUA) em 30 de março de 2007.
A convenção estabelece obrigações para os Estados signatários com o objetivo de assegurar, à pessoa com deficiência, igualdade de oportunidades e adaptações necessárias a seu livre acesso a bens, a serviços e a direitos.
Como a mensagem foi examinada diretamente pelo Plenário devido ao regime de urgência, ela foi transformada no Projeto de Decreto Legislativo 563/08 depois do parecer favorável do deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG).
Todos os partidos orientaram as bancadas a votarem favoravelmente ao texto da convenção. Se ela for aprovada por um mínimo de 3/5 dos deputados, passará por um segundo turno e poderá ser equivalente a emenda constitucional, como prevê a Constituição para acordos e tratados internacionais relacionados aos direitos humanos. Para que essa equivalência seja garantida, será necessário haver aprovação qualificada também no Senado.
A convenção estabelece obrigações para os Estados signatários com o objetivo de assegurar, à pessoa com deficiência, igualdade de oportunidades e adaptações necessárias a seu livre acesso a bens, a serviços e a direitos.
Como a mensagem foi examinada diretamente pelo Plenário devido ao regime de urgência, ela foi transformada no Projeto de Decreto Legislativo 563/08 depois do parecer favorável do deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG).
Todos os partidos orientaram as bancadas a votarem favoravelmente ao texto da convenção. Se ela for aprovada por um mínimo de 3/5 dos deputados, passará por um segundo turno e poderá ser equivalente a emenda constitucional, como prevê a Constituição para acordos e tratados internacionais relacionados aos direitos humanos. Para que essa equivalência seja garantida, será necessário haver aprovação qualificada também no Senado.
Relator apóia convenção sobre pessoa com deficiência
O deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG) apresentou parecer favorável à Mensagem 711/07, do Poder Executivo, que submete ao Congresso Nacional o texto da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, assinada em Nova Iorque (EUA) em 30 de março de 2007.
A convenção estabelece diversas obrigações para os Estados signatários, na forma de diretrizes e garantias com o objetivo de assegurar, à pessoa com deficiência, igualdade de oportunidades e adaptações necessárias a seu livre acesso a bens, a serviços e a direitos.
Direitos preservados
Na avaliação de Eduardo Barbosa, defender as minorias significa preservar os direitos de todos para que a maioria não se torne opressiva.
O relator lembrou que, de acordo com dados do senso de 2000, o Brasil tem 24,5 milhões de pessoas com deficiência. "Esse número não pára de crescer devido ao aumento dos acidentes de trânsito e de trabalho. É um ônus que incide também sobre os familiares, devido às dificuldades enfrentadas para cuidar dessas pessoas", afirmou.
Segundo ele, a aprovação da convenção com equivalência de uma emenda constitucional conferiria hierarquia constitucional ao texto, que não seria incorporado à Constituição.
A convenção estabelece diversas obrigações para os Estados signatários, na forma de diretrizes e garantias com o objetivo de assegurar, à pessoa com deficiência, igualdade de oportunidades e adaptações necessárias a seu livre acesso a bens, a serviços e a direitos.
Direitos preservados
Na avaliação de Eduardo Barbosa, defender as minorias significa preservar os direitos de todos para que a maioria não se torne opressiva.
O relator lembrou que, de acordo com dados do senso de 2000, o Brasil tem 24,5 milhões de pessoas com deficiência. "Esse número não pára de crescer devido ao aumento dos acidentes de trânsito e de trabalho. É um ônus que incide também sobre os familiares, devido às dificuldades enfrentadas para cuidar dessas pessoas", afirmou.
Segundo ele, a aprovação da convenção com equivalência de uma emenda constitucional conferiria hierarquia constitucional ao texto, que não seria incorporado à Constituição.
terça-feira, 29 de abril de 2008
DESDE JÁ “O TODO” LHE AGRADECE
Na direção de outras individualidades afinamos o exercício de nossas identidades e autonomias. O motor dessa dinâmica vem das diferenças que partilhamos, significando e resignificando permanentemente, as diversas formas de ser e de estar no mundo, como pessoa e como unidades. Comunidades e culturas são, pelos conflitos e convergências, construções contínuas de realidades, nas quais cada pessoa é um agente provocador daquilo que virá. No passado, presente e futuro estamos fatalmente dispostos, seja pela omissão, ou pela ação. Assim a campanha de Suzana por acessibilidade demarca as razões e as flexibilidades de um “todo que é humanidade”, no pensar, “em idéias, cores, concreto e ferro”, o espaço de circulação de Marataízes.
Nesse movimento cada ação e gesto, palavras e atitudes, presenças por excelência, traduzem um semear. A fertilidade das coisas positivas vem das construções gerada pelo “todo”, que acolhe uma semente. Suzana é essa força provocadora que altera a capacidade de acolhida de sua comunidade. Terra fertilizada pelo movimento que propõe. Refaz a relação de indiferença, pela riqueza das diferenças. O resgate da humanidade na forma de elaboração da cidade em que manifesta plenamente seu viver. Pela dignidade de sua circulação, abre com sutileza altiva uma fresta, por onde sopra o diálogo de sua individualidade com as totalidades demarcadoras de limites e negações. A delicadeza de sua liderança, sem perder a firmeza própria da profissão que escolheu, exerce a ampliação dos horizontes, dos olhares curtos, nas calçadas estreitas dos comodismos preconceituosos e individualistas. Nesse trânsito refaz o significado e reformula os “pensares” da cidadania no “todo” em que participa.
Advogando o direito de ser Suzana, simplifica com nobreza um gesto, por vezes, carregado de estigmas em vícios e vaidades. Herança de uma tradição que, de acordo com as conveniências, adula, ou ataca defensores de verdades. Ela consegue pontuar seus objetivos, sem concessões aos atenuantes e paliativos oferecidos como soluções, e até mesmo, aquelas “recompensas promocionais”, duvidosas e cooptáveis, que sugam a força das lutas. Presença ativa na vida, aos poucos demarca um novo formato às cenas. Pela atitude de levantar essa bandeira.... Bem vinda ao clã dos heróis e heroínas que transformam para melhor o caminho por onde passam! Mas simplesmente por aquilo que são, exercendo seu direito de estar presente. Considerando a idéia de que “o todo é sempre maior que a soma das partes”, desde já Suzana, esse “todo” lhe agradece.
Na direção de outras individualidades afinamos o exercício de nossas identidades e autonomias. O motor dessa dinâmica vem das diferenças que partilhamos, significando e resignificando permanentemente, as diversas formas de ser e de estar no mundo, como pessoa e como unidades. Comunidades e culturas são, pelos conflitos e convergências, construções contínuas de realidades, nas quais cada pessoa é um agente provocador daquilo que virá. No passado, presente e futuro estamos fatalmente dispostos, seja pela omissão, ou pela ação. Assim a campanha de Suzana por acessibilidade demarca as razões e as flexibilidades de um “todo que é humanidade”, no pensar, “em idéias, cores, concreto e ferro”, o espaço de circulação de Marataízes.
Nesse movimento cada ação e gesto, palavras e atitudes, presenças por excelência, traduzem um semear. A fertilidade das coisas positivas vem das construções gerada pelo “todo”, que acolhe uma semente. Suzana é essa força provocadora que altera a capacidade de acolhida de sua comunidade. Terra fertilizada pelo movimento que propõe. Refaz a relação de indiferença, pela riqueza das diferenças. O resgate da humanidade na forma de elaboração da cidade em que manifesta plenamente seu viver. Pela dignidade de sua circulação, abre com sutileza altiva uma fresta, por onde sopra o diálogo de sua individualidade com as totalidades demarcadoras de limites e negações. A delicadeza de sua liderança, sem perder a firmeza própria da profissão que escolheu, exerce a ampliação dos horizontes, dos olhares curtos, nas calçadas estreitas dos comodismos preconceituosos e individualistas. Nesse trânsito refaz o significado e reformula os “pensares” da cidadania no “todo” em que participa.
Advogando o direito de ser Suzana, simplifica com nobreza um gesto, por vezes, carregado de estigmas em vícios e vaidades. Herança de uma tradição que, de acordo com as conveniências, adula, ou ataca defensores de verdades. Ela consegue pontuar seus objetivos, sem concessões aos atenuantes e paliativos oferecidos como soluções, e até mesmo, aquelas “recompensas promocionais”, duvidosas e cooptáveis, que sugam a força das lutas. Presença ativa na vida, aos poucos demarca um novo formato às cenas. Pela atitude de levantar essa bandeira.... Bem vinda ao clã dos heróis e heroínas que transformam para melhor o caminho por onde passam! Mas simplesmente por aquilo que são, exercendo seu direito de estar presente. Considerando a idéia de que “o todo é sempre maior que a soma das partes”, desde já Suzana, esse “todo” lhe agradece.
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